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agosto 28, 2025 por Nerdspeaking 0

OPUS – Eu já vi isso antes?

OPUS – Eu já vi isso antes?
agosto 28, 2025 por Nerdspeaking 0

Opus é um constante estica e puxa da suspensão de descrença, para que você aceite que aquela história absurda é crível. Isso tudo só para brincar com suas expectativas e ver até onde você naturaliza o espetáculo. Mas… Eu não já vi isso antes?

Opus é uma história sobre exposição — uma dupla tentativa, tanto da jornalista Ariel Ecton (Ayo Edebiri) quanto de Alfred Moretti (John Malkovich), de atingir, impactar e transformar o mundo ao redor deles. Acompanhamos Ariel ali, naquela sombra destinada aos grandes do jornal em que trabalha. Uma repórter cheia de ideias, mas todas escanteadas ou roubadas por outros. Do outro lado, Alfred Moretti: astro da música, desaparecido há tempos daquele mundo. Um gênio e, para Ariel, um sol, capaz de iluminar sua carreira e removê-la da mediocridade, como é descrita por seu amigo.

Mas daí para frente é também daí para trás, quando o retorno triunfal de Moretti torna-se um culto sacrificial, uma apresentação final: um Opus, para ele e para a sua arte. Moretti não queria retornar àquela arte que fazia, ao astro que era para o mundo. Não queria ser o mesmo Moretti de sempre, já esperado pelo seu inesperado. Moretti queria deixar mais que uma marca, queria deixar uma cicatriz.

E no mundo absurdo e extremo de Opus, tudo que podemos fazer é dividir a tensão e a loucura daquilo com Ariel, que junto conosco, espectador, é medíocre e logo removida daquela realidade de suspensão de descrença, de expectativa e aceitação do absurdo. Eu, você e Ariel vemos além do espetáculo de Moretti — algo que ninguém mais parece enxergar: um culto distorcido e terrível, que lembra tantas histórias reais do true crime que assistimos no mundo real. Histórias que em algum momento também se vestiram de glamour, também se vestiram de excêntrico e foram aceitas. Ah, e o escape de Ariel do plano perfeito de Morreti é genial: o filme de Mark Anthony nos faz acreditar, por um segundo, num escape totalmente à lá Get Out, ou Us de Jordan Peele; numa redenção de uma das cultistas, a Rachel Malick (Tamera Tomakilli) – que poderia ser uma sinalização racial, quem sabe. Um escape por Rachel ter se visto em Ariel. Mas não, aquilo tudo não passava do plano também de Moretti.

Opus brinca com sua expectativa daquilo que constrói. Do absurdo, do glamour da fama (e do famoso Alfred Moretti) e do seu excentrismo, só para, no fim, devolver a você tudo o que aceitou, suspendeu e permitiu. Nos traz de volta do mundo fantástico e absurdo com uma questão nada fantasiosa: o que você faria, o que aceitaria para tornar-se relevante, inesquecível? Até onde vale fazer-se famoso na sociedade do espetáculo, mesmo que essa fama seja trilhada sobre morte, violência, crimes em série? Vale a pena tornar famoso um criminoso, em prol da própria fama? Exaltar o absurdo, em troca de ser visto?

É mais uma pergunta dupla — para Moretti e para Ariel. Porque é ela quem torna a história de Moretti famosa, para além do excêntrico e de sua música. É Ariel a peça final de seu Opus, da canção da eternidade de Alfred Moretti. Ele já era suficientemente famoso, um astro. Mas é a vontade de Ariel de também se tornar relevante, de contar uma história que a colocaria na luz, que transforma o culto (oculto) de Moretti em uma ideia. É ela quem o leva à prisão, mas também à eternidade. A luz que banha Ariel é a luz do astro Moretti.

This image released by A24 shows John Malkovich in a scene from “Opus.” (Anna Kooris/A24 via AP)

Seria um filme genial, não fosse a escora que faz em tantos outros filmes de mesmo calibre, e tão recentes quanto ele. O que é até irônico, quando falamos dessa tentativa de ter um lugar ao sol. A produção de Mark Anthony parece ficar eternamente à sombra de filmes como Blink Twice, Midsommar, Get Out, Don’t Worry Darling, The Invitation, The Substance — e a lista poderia seguir por muito mais. Um filme a partir de filmes, o que, aliás, faz parte do cinema. O problema é que talvez aqui não se pague. A construção do horror é atrapalhada, em um longa que passeia por tantos temas até chegar onde quer. Uma resolução que não surpreende ninguém, mas que se demora a acontecer e permanece tão pouco tempo. Opus peca por se fazer uma composição lenta demais, para depois acelerar demais e encerrar. E tudo sempre com aquele gosto repetido, de algo que já provamos antes. Porque provamos mesmo.

This image released by A24 shows John Malkovich in a scene from “Opus.” (Anna Kooris/A24 via AP)

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